O Instituto Arte em Movimento apresenta “Moana e o Chamado dos Oceanos”, um espetáculo que une dança, conscientização ambiental e homenagem a Heloísa Schurmann.
Com direção Geral de Ana Zucchi e Ivone Ribeiro, o espetáculo estabelece um diálogo entre a jornada de Moana e a obra “Kat e a Guardiã dos Oceanos”, da escritora e velejadora, para provocar uma reflexão sobre preservação, aquecimento global e o futuro do planeta.
Coragem, perseverança, conexão com a natureza e a urgência de preservar os oceanos se encontram no espetáculo “Moana e o Chamado dos Oceanos”. A montagem leva ao palco uma releitura da jornada da jovem Moana e amplia a narrativa ao incorporar uma homenagem especial à escritora e velejadora Heloísa Schurmann, madrinha do Instituto, a partir de sua obra Kat e a Guardiã dos Oceanos.
A proposta faz parte de uma missão que acompanha os espetáculos realizados anualmente pelo Instituto: utilizar a arte e a dança não apenas como entretenimento, mas também como instrumentos de conscientização e aprendizado, envolvendo tanto o público que acompanha as apresentações quanto os bailarinos que dão vida às histórias no palco.
Nesta montagem, a conhecida trajetória de Moana ganha novos significados. Sua coragem para enfrentar desafios, a perseverança diante do desconhecido e sua profunda ligação com o oceano servem como ponto de partida para abordar uma questão que ultrapassa a ficção: a responsabilidade de cada pessoa na preservação do planeta.
É nesse contexto que surge a homenagem a Heloísa Schurmann, cuja trajetória ligada aos oceanos inspira parte da concepção do espetáculo. A montagem estabelece uma conexão com Kat e a Guardiã dos Oceanos, obra da escritora que homenageia sua filha Kat, abordando a importância do cuidado com os oceanos e as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente para o público infantil.
Kat, a Guardiã dos Oceanos, ganha uma participação especial na história apresentada no palco. A personagem se encontra com Moana e a ajuda a cumprir sua missão: devolver o coração de Te Fiti e, assim, restaurar o equilíbrio da ilha onde vive com sua família.
Personagens ganham relação com desafios ambientais atuais.
A releitura também propõe ao público enxergar os personagens e conflitos da história sob a perspectiva dos desafios ambientais enfrentados atualmente.
Te Ka, personagem marcada pela destruição e pela perda do equilíbrio, surge como representação de problemas como o aquecimento global, a poluição dos oceanos e as consequências da interferência humana na natureza.
Te Fiti, por outro lado, simboliza a esperança. Sua restauração representa a resiliência humana e a possibilidade de transformação a partir da conscientização e da mudança de atitudes. Nesse percurso, Moana representa quem decide agir. Movida inicialmente pelo desejo de proteger sua família e sua comunidade, a personagem enfrenta seus medos e parte em busca de uma solução capaz de devolver o equilíbrio ao lugar onde vive.
Ao aproximar fantasia e realidade, o espetáculo pretende mostrar que os grandes desafios ambientais também exigem coragem, perseverança e ação coletiva.
Com coreografias envolventes, trilha sonora emocionante e uma estética inspirada na beleza e, ao mesmo tempo, na fragilidade dos ecossistemas marinhos, “Moana e o Chamado dos Oceanos” foi concebido para envolver públicos de diferentes idades.
A intenção é que crianças, jovens e adultos possam assistir, se divertir e se emocionar com a história, mas também saiam do espetáculo com uma reflexão: diante dos desafios apresentados não apenas no palco, mas também no planeta, o que cada um de nós pode fazer para transformar essa realidade ?
Mais do que contar a jornada de uma personagem, a montagem celebra a vida, a natureza e a capacidade humana de transformar o futuro quando escolhemos proteger aquilo que nos conecta.